Pra comemorar o fato de ter conseguido achar E salvar os posts mais queridos nesses quase 7 anos de BLOGs vou postar de novo os pouco(íssimos) que mais gostei.
Esse primeiro é de uma amiga que hoje em dia está de casamento marcado. O que nos faz pensar no quanto exageramos em reações a fatos sem termos a noção que o mundo não pára pra esperar, nem pára pra ficarmos maturando nossas amarguras (por mais que queiramos). Que belo tapa na cara!
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(post de 31/01/2007 às 15:49:14):
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NOSSA NOSSA! Minha vida SEX AND THE CITY
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Há quantos anos que não venho aqui!A única palavra que consigo pensar é: NOSSA!
NOSSA pq reencontrei meu BLOG depois de aaanos sem postar nada e de achar que o tinham apagado.
NOSSA pq deu saudades de voltar a escrever pra ajudar a aliviar as frustrações e a dividir as alegrias.
NOSSA pq ainda ouço OH COMELY.
NOSSA pq é engraçado como tudo na vida é cíclico e a gente se vê fazendo algumas das mesmas coisas que fazíamos na época que começavamos a nos descobrir gente, começávamos a nos descobrir amantes; não no sentido sexual (ou também), mas no sentido passional, sentimental e sazonal da palavra.
Percebi que minha vida, às vezes, parece um episódio de SEX & THE CITY. Infelizmente não no papel de Samantha, me pego vivendo e VENDO os amigos passando por problemas com a mesma base, mas que geram situações tão diferentes que é quase o mesmo texto que digo a cada um, quando vem procurar ajuda. E já que cá estou, de volta, escrevendo, acho que assumi meu papel Carrie Bradshaw pelo menos por uns tempos, né? "Um" Carrie Bradshaw tropical, mais novo, menos pretencioso e com melhor gosto pra roupas, LÓGICO! ;o)
Esses dias, ao reencontrar uma amiga, ela desabafava, se dizendo assustada e preocupada por estar finalmente solteira (recém-separada do marido) e ao mesmo tempo que era empolgante era desnorteante. Dizia não saber o que fazer, praonde ir, se viu sem amigos - já que nos anos de casada seu marido era bastante ciumento e controlador o que fez com que ela perdesse muitos amigos - e, agora querendo se apaixonar de novo, voltava a se apaixonar pelos ex namorados que teve antes de se casar (os quais mantém contato até hj). Aos olhos dos mais atentos parece saltar o fato de ser uma busca por um porto seguro; um know how que ela tinha na adolescência tão repentinamente e desesperadamente escapada que teve. Acho que muitas vezes que passamos por situações que tiram nosso chão, buscamos na memória de vida, algum fato correspondente que possa nos servir de corrimão pra nos apoiarmos e não cairmos sentados. E era isso que ela estava fazendo: buscando na vida dela, mesmo que de forma inconsciente, quando e como ela sabia gostar de alguém. Junto com isso, em um ganho secundário, ela traria a "confiança", a "iniciativa" e a "sociabilidade" que perdera desde então...ou seja, voltaria a ser aquela pessoa que um dia fora e tanto sentia falta.
Mas a questão é: A receita velha de bolo ainda funciona? Os mesmos métodos e padrões que tínhamos ainda funcionam mesmo depois de 10, 11 anos passados? Somos capazes de amar e fazer diferente do que nos ensinaram, do que a vida e nossas escolhas ensinaram?
Sendo eficazes ou não, é fato que buscamos eles, escrevendo no mesmo BLOG, ouvindo a mesma música ou dando em cima do primeiro namorado de novo. Revisitamos as mesmas histórias, com o mesmo elenco, o mesmo roteiro, mas buscando o difícil final mais feliz.