Entrementes . . .

quarta-feira, 13 de abril de 2011

O que será? ... será!?

Ai ai, meu querido diário estou muito confuso.
Acho que estou mais confuso que todos os momentos da minha vida.
Será que é a idade? Não me sai da cabeça as frases de amigos mais velhos que ao chegarem perto dos 30 também comentaram de grandes mudanças em suas vidas. Será?

Tudo me pesa ness emomento: o trabalho que não me anima mais, os amigos que compram apartamentos e vão começar suas vidas, ou que encontram seus amores e... amam(?).
Faz tempo que não escreovo porque escrever é só em momentos de grande desespero. Pelo menos pra mim sempre foi assim, e nem eu mesmo entendia ou s abia disso até hoje, eu acho (rs).
Não lembro quando que procurei a escrita em momentos de muita felicidade mas espero que eles tenham existido... Não seria justo com ela, afinal amigos não são só pra horas tristes (e eu não queria ter uma relação de 'remédio' com a escrita).

Tô cheio de SERÁS na cabeça.
Será que se tivesse começado a análise antes estaria me sentindo melhor? Porque esse começo é difíiiicil... Dá medo, desânimo, embaraço, tudo junto. Muito difícil mesmo.

Outro será é o deste fim-de-semana. Já aconteceu, foi no fim-de-semana passado. Fui a uma aniversáriod e uma amiga no qual sabia que reencontraria meu ex. Mas do mesmo jeito que sabia disso eu tinha certeza queo sofrimento histérico do 'antes' seria só do 'antes' mesmo. Deixa eu explicar: eu sabia que a sensação de 'vai ser estranho', a inveja, o medo, a mágoa, a vergonha, eram coisas que na hora não sentiria; sabia que seria bom pra mim vê-lo. Tentei não pensar nisso e fui. E... eu estava certo. Foi bom vê-lo, poder falar com ele, abraçá-lo, sem sentir nada daquilo. Sem sentir nada, na verdade. Ou não, sem sentir coisas ruins. Foi bom poder ver que os fantasmas são assombrações mesmo e nada além de imaginação. Me surpreendi com a vontade de estar ali, com ele e o namorado, conversando com eles, como amigos. Foi muito bom.
No entando, me surpreendi com o que veio depois. Desde então, volta-e-meia, me pego com a imagem deles juntos (e juntos a bons anos já) e penso: "SERÁ que poderia ser eu ali? SERÁ que era pra ser eu ali? SERÁ que eu deveria ter tido mais paciência? SERÁ que foi imaturidade minha terminar sob aqueles argumentos? SERÁ que o que eu sentia não era desamor, mas algum pavor ou incapacidade tão grandes quanto inéditos que não consegui elaborar e enxergar na época e interpretei como falta de amor? SERÁ que ainda gosto?"

E com isso tudo fico pensando mais uma vez nesse buraco na minha vida que é a minha (falta) de vida amorosa. Fato é que desde que terminamos não me interessei por mais ninguém daquela forma. Cheguei a me apaixonar sim; por um cara apenas, mas nem sei o porquê.
(aaaaaaaahhh tanta coisa que quero escrever... não vai caber tudo) *interrupção/pensamento*
Fiquei triste e feliz em vê-lo. Feliz no momento por sentir que nada mais havia de ruim e triste depois, por ficar me sentindo um fracassado, um injusto e injustiçado e indeciso. Nessas horas pareço ouvir alguém me dizer lááá longe na cabeça "É carência isso. Quando estiver com alguém que você goste você vai ver que é." Lembro de me fazer esse teste tantas vezes antes...durante...depois...e depois de novo...
De perguntar e ouvir a minha mais franca resposta "Não quero mais estar com ele! Não tenho tesão! Tenho raiva em alguns momentos, asco, impaciência, mas não amor". Porém sempre pensei que por estar agindo da forma certa, moral e honesta comigo, que seria recompensado por isso. Semrpe achei que por ter feito tudo como manda o livro, que tinha recebido uma espécie de sinal divino ou ainda que pudera tê-lo interpretado da maneira correta e sendo assim, era óbvio que o universo estava orgulhoso de mim e agora eu seria recompensado com maturidade, sabedoria e...um a mor verdadeiro (desses que duram aaaaaanos e anos, pelo menos).
Mas aí veio 6 meses, 1 ano, 2,3, lá se vão quase 4 e a impressão é ainda que nada vai melhorar. Não SINTO nada de diferente. Não me sinto mais maduro, nem mais sábio nem mais nada de bom. Pelo contrário. Desde então só me sinto um idiota (por não ter gostado de quem gosta de mim), um burro (por ter me separado de alguém que gostava de mim), feio... horroroso , desinteressante, um frustrado e fracassado emocional e profisisonalmente.

Minha vida não anda. Ano passado achei que a conquista desse emprego novo me daria mais muitos anos de felicidade e sentimento de realização profissional. Pelo menos isso já que o vazio emocional eu não dava jeito. Mas já neste ano me sinto cansado e enfadado. No trabalho já não tenho prazer, nos colegas de trabalho tampouco (o que me faz sentir saudades do antigo onde ganhava pessimamente menos mas pelo menos as companhias sempre foram meu acalento.
(aaaaaaahhhh quero chorar) *outra interrupão / pensamento*
Todo mundo conseguindo emprego legal E um namorado e eu não.
Já não há mais solteiros no trabalho e agora, dentre os me us amigos, aqueles que estão solteiros são aqueles que tem sérias questões a resolver (talvez haja uma exceção aqui ou ali). O que me faz pensar que tenho mais questões ainda do que imaginava e qu e essa droga de universo que acreditei não existe nem vai me da r nenhum prêmio pelo meu ato amoroso escoteirístico (de merda)!

E já qu e falando estou sobre minha profissão, vamos lá:
Não consigo decidir também. Hoje pensei tanto nisso no almoço. Não sei o que fazer. A vontade é de sumir. Sério. Não tô falando por falar nem pra causar impacto (já que ninguém vai ler isso mesmo). Cada cena de filme, novela, seriado, propaganda que seja, onde ter alguém num lugar completamente diferente, mudando de vida, arriscando, sinto uma puta inveja. São só esses programas que me pego vendo na tv ultimamente: mudanças de vida. Quisera ter a coragem. Este seria o momento da minha vida pra eu arrumar minhas trouxinhas e cair fora desse país. Meus laços afetivos nunca estiveram tão fracos. É tão estranho perceber o quanto as pessoas e situações te afetam e a gente só tem essa percepção depois, né? As últimas reais frustrações, decepções e os últimos corações partidos que tive (seja no amor, na amizade ou na família) - aqueles fundos, na carne mesmo - me deixaram assim: frio.
Tenho certeza que minha capacidade de me decepcionar com as pessoas vem diminuindo com o tempo e isso, surpreendentemente, não é bom. Não me sinto bem. Não estou feliz. Jmaias pensei que fora me tornar uma daquelas pessoas que não se abala com nada, não se choca, não sofre, não se decepciona, todavia it's a catch 22: quanto mais me decepciono, sofro e me choco, mais tolerante a isso me torno e MENOS isso vai acontecendo com o tempo. SERÁ que vou virar um daqueles mortos-vivos do "tanto faz como tanto fez"? Por que acho que minha (in)felicidade está ligada a esse torpor de alguma forma?

Triste. Muito triste.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

TOMARA, 2011, TOMARA!


"Tomara que a gente não desista de ser quem é por nada nem ninguém deste mundo. Que a gente reconheça o poder do outro sem esquecer do nosso. Que as mentiras alheias não confundam as nossas verdades, mesmo que as mentiras e as verdades sejam impermanentes. Que friagem nenhuma seja capaz de encabular o nosso calor mais bonito. Que, mesmo quando estivermos doendo, não percamos de vista nem de sonho a ideia da alegria. Tomara que apesar dos apesares todos, a gente continue tendo valentia suficiente para não abrir mão de se sentir feliz."

Caio Fernando Abreu

sábado, 13 de fevereiro de 2010

And he returns from the ashes...
Vou aproveitar essas mini-férias de Carnaval pra matar as saudades de escrever.
Vamos atualizar os acontecimentos e expectativas?
Impossível começar de outra forma que não falando do novo emprego. Ainda em fase de adaptação, digo com felicidade que consegui entrar na escola que queria. Tudo é novo demais, diferente demais; metodologia, organização, espaço, postura profissional (literalmente falando), e é claro, as pessoas. Essas mudanças nunca são fáceis, né? Por um lado, por mais que a gente queira trabalhar em lugares que nos valorizem profissionalmente, onde você possa ter um 'plano de carreira' - mínimo que seja -, com possibilidade de aumento salarial, crescimento profissional, e diria que principalmente algo que te desafie, isso tudo traz consigo uma sensação misturada de medo com interesse. Ao mesmo tempo em que te faz pensar em "não vou dar conta. quero brincar mais disso não.", ocupa a sua mente todo dia, e só assim a gente consegue por em perspectiva aquelas outras questões que, em grande parte pela monotonia da vida já cotidiana, abusavam do nosso emocional e ganhavam uma importância que realmente não tinham.
Aproveitando o gancho pra mencionar e fazer a ponte com o post anterior: tudo superado. É risível no final quando a gente consegue pensar "No que eu estava pensando?!" ao se deixar envolver por uma pessoa que não tem nada a ver com a gente e sofrer ainda por cima. Nada. Nem raiva. Nada mais.
Continuando, é gostoso perceber que vou aprender muita coisa com esse emprego novo e com essas pessoas novas. Confio que será uma convivência produtiva.
Não ando com vontade de Carnaval (o que me faz estar na cidade errada, né?) mas vou tentar me animar pra fazer algo diferente este ano. Quem sabe?
O único porém desses dias é o aniversário de uma amiga que se aproxima e que, com certeza, trará uma visita indesejada consigo. Não só pela visita mas também pela lembrança do mesmo aniversário ano passado e da postura da amiga com relação a algo tão pessoal e delicado ao qual ela não demonstrou qualquer tato ou consideração. Mas enfim, ela não é conhecida realmente por essas qualidades. Pelo contrário, eu deveria ter me acostumado já. ENTÃO, essa expectativa tem me angustiado e não sei o que fazer. A possibilidade de não ir não existe. Acho que terei que ir e engolir esse sapo, torcendo pra que tudo saia melhor do que o esperado.
To sentindo que este ano vou começar a entrar nessa maratona de 'concursos públicos'. Apesar do emprego novo ser bem bom, pra eu conseguir uma grana minimamente boa exigirá dedicação quase que exclusiva e como corre a boca pequena (adoro isso) que não é todo mundo que realmente 'faz carreira' lá, é bom eu ter o meu faz-me-rir garantido. Além do que, hoje em dia ninguém tem mais só um emprego... definitivamente não é muito inteligente.
Com isso tudo fecho dizendo que to sentindo que o apê novo não sairá este ano também pois precisarei estar ganhando uma grana boa + estar me sentindo seguro pra me jogar nessa responsabilidade de uma dívida de anos.
Vamos ver como 2010 se apresenta, mas uma coisa é certa: começou melhor que 2009!
E pra terminar em concordância com o clima:
"E a gente vai levando... a gente vai levando..."

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Por que a gente ainda pensa em quem não vale nada?

domingo, 6 de dezembro de 2009

Um desabafo delicioso e vagabundo (nem merece ser lido).

MEDO de mim! Acabei de ter a mais assustadora das epifanias de todos os tempos! haha Chega a ser engraçado! Nunca percebi o meu ciúme, mas sempre desconfiei que ele ia aparecer em algum momento uma vez que como um bom taurino eu deveria ter essa marca, né? Nos meus relacionamentos nunca fui aquele que desconfia, ou que precisa ficar sabendo aonde o outro vai o tempo todo, nem aquele que precisa estar o tempo todo junto. Muito pelo contrário, sempre gostei do meu espaço e acho que ele é fundamental para a minha saúde mental e, consequentemente do meu relacionamento. O que pode para alguns parecer incongruente pois sou bastante carente. Mas, nem é! E foi só hoje que percebi isso. Mais precisamente há poucos minutos atrás. E, sério, com um sorriso cretino no rosto nesse momento, eu me sinto aliviado! haha

Gente, é a busca de uma vida isso! Me acho uma das pessoas mais imaturas emocionalmente do mundo. Tive muito poucos relacionamentos e só 2 namoros, e isso sempre fez eu me sentir despreparado, assustado, inseguro e meio que 'cego em tiroteio', sabe? A cada passo dado eu pareço olhar pros lados, como quem entra num quarto escuro e vai tentando enxergar o que tem em volta. Nem tanto durante o relacionamento, porque depois que entro eu, como falei, sou tranquilo, mas mais antes. E quando a coisa não dá certo eu sofro tanto que me incomoda demais. Não entendo como pode alguém sofrer tanto numa situação assim. Uma coisa é você estar num relacionamento com alguém e terminar. Quando se gosta o sofrimento é parte do pacote pós-término, contudo numa paixonite quase que instantânea e não necessariamente retribuída..."Devo ter algum problema maior!". E desde adolescente lembro que me apaixonava pelas pessoas platonicamente e sofriiiia. Ok, isso é normal, afinal, é platônico. Porém parece que o resquício das paixões não mais platônicas foi a paixão instantânea. Às vezes que me apaixono muito rápido por alguém e não dá certo (na maioria) e eu sofro mesmo!

Aí, hoje percebi, por um fato muito comum, que na verdade eu nem sou tão carente assim! Pasmem!

No fundo é a minha obssessividade falando!

E é aí encontra-se o meu ciúme!

Como fico inseguro nessas situações, acho que a pessoa não está gostando, que está com outros e tal, acabo pensando que eu gostaria de estar com ela e sofro por não estar (não que eu não queira, em algum nível). No entanto, quando eu sei onde a pessoa está e acho, mesmo que teoricamente, que "nada pode acontecer" eu hoje, subitamente me percebo relaxadíssimo. Ou seja, eu só quero ter o controle da situação, certo? Se sei onde ele tá, e acho que é "seguro" (no sentido de ter mínimas chances dele ficar com alguém), não fico sofrendo por não estar junto. MEU DEUS! Que coisa mais tosca!!! Sério, to rindo muito! Um riso chocado com meu grau de ridicularidade e de doença. Óbvio que sei o quão ilusória é essa segurança do local, mas no entrementes não importa, funciona! E... olha... que-delícia-entender-a-minha-doença!
.
*shaking my head and grinning*
.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

as loucas aventuras de Shirley

E parece que a bonança teve seu fim.
Com toda a instabilidade emocional a qual voltei - sabe-se-lá o por quê-, a única coisa que remotamente me ancora em alguns momentos é a esperança e torcida pelo novo emprego.
Primeiro a boa notícia: Ando muito empolgado, esperançoso e ansioso (obviamente) com a possibilidade de um emprego em um lugar que tem tudo pra ser incrível, diário! Não só pela parte financeira, sensivelmente mais compensatória, mas pela valorização profissional inerente, assim como pelos cursos possíveis que quero fazer. Se assim conseguir, será uma grande conquista pessoal, na qual só terei três pessoas a agradecer: firstly Robs, then Mr. C and myself. Achei que poderia contar com alguns outros, porém, como foi o tema recorrente deste ano, aprendi que o egoísmo é quase condição sine qua non da humanidade moderna. Luckily, not all of it. E por esse motivo: fingers crossed.
E isso tem me ajudado demais a não sucumbir à loucura de Shirley. Essa entidade cheia de cicatrizes acordou de um sono profundo. Não sentia sua falta, porém. Confesso que me perguntei algumas vezes se havia algo de errado comigo pois já há muito não me envolvia com ninguém. Há anos que não me apaixonava, e depois dO fatídico drama seriamente perdi as esperanças na existência de algum homem interessante no Rio de Janeiro. Nem vou entrar no mérito freudiano da grama do vizinho ser mais verde, mas realmente tinha (e de uma certa forma ainda tenho) a impressão que realmente não encontrarei alguém que valha a pena aqui. No entanto, o fato é que sem o menor aviso prévio caí por uma pessoa que ainda não sei se pode dar frutos legais. Ora penso ser toda essa mistura de falta, saudade e rejeição iminente e implicita, meu sistema de defesa brilhantemente iluminado pela amiga Sá como "medo de me decepcionar e PONTO.", ora penso ser fruto da intuição dos meus 27 anos de sangue, de glória e de América do Sul, ou ainda claro, tudo parte do carente-neurótico-inseguro pacote Shirley. No mais, hoje ela está calma e tento não levar nada pro lado pessoal, mas... não é fácil. Sinto saudades, penso nele o dia todo (e graças ao trabalho eu ainda não surtei), quero estar junto mais tempo, mas ao mesmo tempo não entendo essa necessidade louca súbita! Foi coisa de 2 semanas e PUFT! Há duas semanas atrás eu estava normal e hoje estou aqui, escrevendo sobre Shirley e o dito cujo.
...entrementes... Não penso imediatamente em namoro pois acredito profundamente que precisaria conhecê-lo melhor para isso, mesmo assim não consigo evitar a falta. A vontade de estar junto e repetir todos os momentos de 'fofidez' dos encontros por muito tempo é gigante. Por enquanto rezo para que essa calmaria dure e eu consiga aproveitar e viver o que quer que aconteça nessa história da melhor maneira possível.
*sigh*

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Is there anyone out there? I mean...really!?

Começo a pensar novamente no amor.
É curiosa a dinâmica da vida, mesmo quando tentamos não ser os mesmos, a rotina nos envolve naqueles pensamentos que você já conhece.
Num momento bom de vida (dentro da possibilidade da vida real), às vezes sinto falta de ter esperança em encontrar alguém. Terminado um filme hollywoodiano onde tudo acaba bem me pergunto: Tudo acaba bem porque ele (o personagem) mereceu? É um cara legal – sempre foi – verdadeiro, inteligente, sensível... Ou acaba bem porque é mais um daqueles clichês cinematográficos e/ou televisivos onde pra ser um bom final todos estão casados e com filhos? Ou ainda, só fica realmente BEM quando chega no final? É isso que quer dizer toda essa busca angustiante, frustrante e revoltante: quando você conseguir ser feliz é porque está no final da vida, nada mais a conseguir. Ou, quem sabe, tudo acaba bem porque termina bem?!
Porque é que sentimos a falta de algo sempre se parece impossível ter tudo? Não! Já sei! Ainda pior: Por que quando tudo vai bem ficamos com medo que acabe, ou tensos tentamos em vão nos preparar pra algo que vai estragar tudo, como um tsunami, um incêndio na casa nova, um vazamento que te tira todo o dinheiro de economias de uma vida? Ou seu namorado que te abandona, por telefone, dias antes das festas de fim-de-ano? Ou você percebe que já não gosta mais dele... ou do sexo... ou dos dois! Quando não é isso pode ser também a sua mãe, que resolve estragar seu encontro com amigos te dizendo, no dia do seu aniversário, que te acha a pessoa mais egoísta do mundo. Ou seu pai que é cada vez mais ausente, indiferente, imerso no próprio umbigo verde de tanta ganância e dinheiro, que nem percebe que a distância de 1 mesa de almoço já se tornou maior do que a dos 3 meses sem se ver, como no rio congelado que você sozinho atravessa pra tentar alimentar aquela única casinha, num inverno a cada temporada mais rigoroso.
entrementes... a gente não para de crescer. E nessa batalha diária de tapas na cara que a vida nos dá ficamos engolindo seco e respirando fundo pra ter a coragem de continuar; enxugando as lágrimas de alegrias e tristezas; buscando as companhias pra segurar na mão já que o que se há de fazer é entender que You’ve gotta keep on moving, wherever, whatever, whenever and whoever happens to you...
Torçamos pra vida valer a penA(MOR).