sexta-feira, 26 de junho de 2009

Is there anyone out there? I mean...really!?

Começo a pensar novamente no amor.
É curiosa a dinâmica da vida, mesmo quando tentamos não ser os mesmos, a rotina nos envolve naqueles pensamentos que você já conhece.
Num momento bom de vida (dentro da possibilidade da vida real), às vezes sinto falta de ter esperança em encontrar alguém. Terminado um filme hollywoodiano onde tudo acaba bem me pergunto: Tudo acaba bem porque ele (o personagem) mereceu? É um cara legal – sempre foi – verdadeiro, inteligente, sensível... Ou acaba bem porque é mais um daqueles clichês cinematográficos e/ou televisivos onde pra ser um bom final todos estão casados e com filhos? Ou ainda, só fica realmente BEM quando chega no final? É isso que quer dizer toda essa busca angustiante, frustrante e revoltante: quando você conseguir ser feliz é porque está no final da vida, nada mais a conseguir. Ou, quem sabe, tudo acaba bem porque termina bem?!
Porque é que sentimos a falta de algo sempre se parece impossível ter tudo? Não! Já sei! Ainda pior: Por que quando tudo vai bem ficamos com medo que acabe, ou tensos tentamos em vão nos preparar pra algo que vai estragar tudo, como um tsunami, um incêndio na casa nova, um vazamento que te tira todo o dinheiro de economias de uma vida? Ou seu namorado que te abandona, por telefone, dias antes das festas de fim-de-ano? Ou você percebe que já não gosta mais dele... ou do sexo... ou dos dois! Quando não é isso pode ser também a sua mãe, que resolve estragar seu encontro com amigos te dizendo, no dia do seu aniversário, que te acha a pessoa mais egoísta do mundo. Ou seu pai que é cada vez mais ausente, indiferente, imerso no próprio umbigo verde de tanta ganância e dinheiro, que nem percebe que a distância de 1 mesa de almoço já se tornou maior do que a dos 3 meses sem se ver, como no rio congelado que você sozinho atravessa pra tentar alimentar aquela única casinha, num inverno a cada temporada mais rigoroso.
entrementes... a gente não para de crescer. E nessa batalha diária de tapas na cara que a vida nos dá ficamos engolindo seco e respirando fundo pra ter a coragem de continuar; enxugando as lágrimas de alegrias e tristezas; buscando as companhias pra segurar na mão já que o que se há de fazer é entender que You’ve gotta keep on moving, wherever, whatever, whenever and whoever happens to you...
Torçamos pra vida valer a penA(MOR).

terça-feira, 16 de junho de 2009

Finding a place to call ur own




(hoje isso vai virar um diário bem cliché)...(só por hj)

E aqui começa um novo caminho.
Uma nova era se apresenta, carregada de planos, projetos, idéias, sonhos, fantasias e um dedinho de medo (é claro).

Ontem (ou anteontem); Segunda-feira, dia 15 de junho de 2009, dei início ao processo de mudança de casa. Fui ao apê com a Alanis.
Ao chegar, depois de checarmos se tudo estava lá, ela foi pra um lado começar a catalogar tudo que sua mãe pedira e eu, pro outro, comecei a dar aquela olhada na casa, procurando ser o mais detalhista possível, vendo em cada cantinho o que estava bom, o que era aproveitável e o que não o era mais. Tem umas reforminhas inevitáveis que vão me custar uma graninha que não estava contando - ossos do ofício.
Em seguida dei uma varrida de leve por cima, só pra 'tirar o grosso' - como diriam as vovós - mas foi aliviante já. Limpei a cortiça do corredor (que me servirá de lembrete de compromissos e contas a pagar), varri a sala, quarto de visitas, corredor, banheiro e meu futuro quarto. Fiz a listinha das coisas q precisava reformar, jogar fora e/ou reorganizar. Dali continuei, varrendo a cozinha e área. Nessa última foi onde foi mais notável a diferença. Nossa, como tinha areia, caco de pintura de parede, poeira...enfim. Depois disso foi a vez de jogar fora as tralhas de dentro dos armários: enfeites velhos, tranqueira, coisas quebradas, foi tudo pro lixo também! No banheiro era incrível a quantidade de cremes de cabelo, sachezinhos, e objetos indiscriminados encontrados e dispensados(rs). O que deu pra ser reaproveitado foi guardado provisoriamente no armário em cima da pia ou na área, num cantinho rearranjado.
O que pretendo fazer: É necessário verificar e consertar os buracos na parede do quarto, cozinha e teto do banheiro. Pintar depois. Se a grana der vou pintar a cozinha toda. Preciso clarear a pequena e "dar uma cara" melhor. Em seguida dedetizar (SIM. Tem cupim também). Só então poderei dar A FAXINA mais faxinada das faxinas faxináveis jamais dada! Meu lado Monica Geller terá que ser domado até então! AÍ, depois disso, poderei começar a levar meus pertences.

Gostaria muito que isso tudo levasse 1 mês / 1 mês-e-meio, no máximo. Meus planos são de aproveitar meu recesso de meio de ano (caso o tenha de fato...mas isso é outra história) já na casa nova.

entrementes...
Agora os dados emocionais da coisa. É engraçado que tô meio mexido. Sinto que não tô normal esses dias. Na verdade acho que tem a ver com uma pessoa que estava me conquistando e resolveu não o fazer mais. Nem sei se é isso que tem tirado o meu sono, disfarçado e incrementado na ansiedade, preocupação e medo dessa nova fase com novas responsabilidades da vida-inegavel-e-inescapavelmente-adulta.
Por outro lado tenho tido bastante sorte em estar conhecendo (assim mesmo, no gerúndio) outras pessoas legais. Isso tudo faz parte da refeição que tem me alimentado, regada ao molho d'indécision. Continuo sem saber o que quero na vida pessoal. Bastante angustiante esse ineditismo! AFFFF! Me policio e me educo o não deixar sufocar-me, na esperança de um futuro no esquecimento ou na naturalidade.
Todavia, no frigir dos ovos, tenho me sentido sortudo! Por mais que não esteja pulando de felicidade, quando paro pra pensar, o que é incrível é: finalmente terei minha casa; tô voltando a estudar o francês depois de formado e morrendo de saudade; tenho conhecido caras interessantes, construido amizades, relacionado melhor com a família...É, não há do que reclamar. E a gente demora a perceber isso. E a aceitar. Esse ineditismo eu quero que fique!