Ai ai, meu querido diário estou muito confuso.
Acho que estou mais confuso que todos os momentos da minha vida.
Será que é a idade? Não me sai da cabeça as frases de amigos mais velhos que ao chegarem perto dos 30 também comentaram de grandes mudanças em suas vidas. Será?
Tudo me pesa ness emomento: o trabalho que não me anima mais, os amigos que compram apartamentos e vão começar suas vidas, ou que encontram seus amores e... amam(?).
Faz tempo que não escreovo porque escrever é só em momentos de grande desespero. Pelo menos pra mim sempre foi assim, e nem eu mesmo entendia ou s abia disso até hoje, eu acho (rs).
Não lembro quando que procurei a escrita em momentos de muita felicidade mas espero que eles tenham existido... Não seria justo com ela, afinal amigos não são só pra horas tristes (e eu não queria ter uma relação de 'remédio' com a escrita).
Tô cheio de SERÁS na cabeça.
Será que se tivesse começado a análise antes estaria me sentindo melhor? Porque esse começo é difíiiicil... Dá medo, desânimo, embaraço, tudo junto. Muito difícil mesmo.
Outro será é o deste fim-de-semana. Já aconteceu, foi no fim-de-semana passado. Fui a uma aniversáriod e uma amiga no qual sabia que reencontraria meu ex. Mas do mesmo jeito que sabia disso eu tinha certeza queo sofrimento histérico do 'antes' seria só do 'antes' mesmo. Deixa eu explicar: eu sabia que a sensação de 'vai ser estranho', a inveja, o medo, a mágoa, a vergonha, eram coisas que na hora não sentiria; sabia que seria bom pra mim vê-lo. Tentei não pensar nisso e fui. E... eu estava certo. Foi bom vê-lo, poder falar com ele, abraçá-lo, sem sentir nada daquilo. Sem sentir nada, na verdade. Ou não, sem sentir coisas ruins. Foi bom poder ver que os fantasmas são assombrações mesmo e nada além de imaginação. Me surpreendi com a vontade de estar ali, com ele e o namorado, conversando com eles, como amigos. Foi muito bom.
No entando, me surpreendi com o que veio depois. Desde então, volta-e-meia, me pego com a imagem deles juntos (e juntos a bons anos já) e penso: "SERÁ que poderia ser eu ali? SERÁ que era pra ser eu ali? SERÁ que eu deveria ter tido mais paciência? SERÁ que foi imaturidade minha terminar sob aqueles argumentos? SERÁ que o que eu sentia não era desamor, mas algum pavor ou incapacidade tão grandes quanto inéditos que não consegui elaborar e enxergar na época e interpretei como falta de amor? SERÁ que ainda gosto?"
E com isso tudo fico pensando mais uma vez nesse buraco na minha vida que é a minha (falta) de vida amorosa. Fato é que desde que terminamos não me interessei por mais ninguém daquela forma. Cheguei a me apaixonar sim; por um cara apenas, mas nem sei o porquê.
(aaaaaaaahhh tanta coisa que quero escrever... não vai caber tudo) *interrupção/pensamento*
Fiquei triste e feliz em vê-lo. Feliz no momento por sentir que nada mais havia de ruim e triste depois, por ficar me sentindo um fracassado, um injusto e injustiçado e indeciso. Nessas horas pareço ouvir alguém me dizer lááá longe na cabeça "É carência isso. Quando estiver com alguém que você goste você vai ver que é." Lembro de me fazer esse teste tantas vezes antes...durante...depois...e depois de novo...
De perguntar e ouvir a minha mais franca resposta "Não quero mais estar com ele! Não tenho tesão! Tenho raiva em alguns momentos, asco, impaciência, mas não amor". Porém sempre pensei que por estar agindo da forma certa, moral e honesta comigo, que seria recompensado por isso. Semrpe achei que por ter feito tudo como manda o livro, que tinha recebido uma espécie de sinal divino ou ainda que pudera tê-lo interpretado da maneira correta e sendo assim, era óbvio que o universo estava orgulhoso de mim e agora eu seria recompensado com maturidade, sabedoria e...um a mor verdadeiro (desses que duram aaaaaanos e anos, pelo menos).
Mas aí veio 6 meses, 1 ano, 2,3, lá se vão quase 4 e a impressão é ainda que nada vai melhorar. Não SINTO nada de diferente. Não me sinto mais maduro, nem mais sábio nem mais nada de bom. Pelo contrário. Desde então só me sinto um idiota (por não ter gostado de quem gosta de mim), um burro (por ter me separado de alguém que gostava de mim), feio... horroroso , desinteressante, um frustrado e fracassado emocional e profisisonalmente.
Minha vida não anda. Ano passado achei que a conquista desse emprego novo me daria mais muitos anos de felicidade e sentimento de realização profissional. Pelo menos isso já que o vazio emocional eu não dava jeito. Mas já neste ano me sinto cansado e enfadado. No trabalho já não tenho prazer, nos colegas de trabalho tampouco (o que me faz sentir saudades do antigo onde ganhava pessimamente menos mas pelo menos as companhias sempre foram meu acalento.
(aaaaaaahhhh quero chorar) *outra interrupão / pensamento*
Todo mundo conseguindo emprego legal E um namorado e eu não.
Já não há mais solteiros no trabalho e agora, dentre os me us amigos, aqueles que estão solteiros são aqueles que tem sérias questões a resolver (talvez haja uma exceção aqui ou ali). O que me faz pensar que tenho mais questões ainda do que imaginava e qu e essa droga de universo que acreditei não existe nem vai me da r nenhum prêmio pelo meu ato amoroso escoteirístico (de merda)!
E já qu e falando estou sobre minha profissão, vamos lá:
Não consigo decidir também. Hoje pensei tanto nisso no almoço. Não sei o que fazer. A vontade é de sumir. Sério. Não tô falando por falar nem pra causar impacto (já que ninguém vai ler isso mesmo). Cada cena de filme, novela, seriado, propaganda que seja, onde ter alguém num lugar completamente diferente, mudando de vida, arriscando, sinto uma puta inveja. São só esses programas que me pego vendo na tv ultimamente: mudanças de vida. Quisera ter a coragem. Este seria o momento da minha vida pra eu arrumar minhas trouxinhas e cair fora desse país. Meus laços afetivos nunca estiveram tão fracos. É tão estranho perceber o quanto as pessoas e situações te afetam e a gente só tem essa percepção depois, né? As últimas reais frustrações, decepções e os últimos corações partidos que tive (seja no amor, na amizade ou na família) - aqueles fundos, na carne mesmo - me deixaram assim: frio.
Tenho certeza que minha capacidade de me decepcionar com as pessoas vem diminuindo com o tempo e isso, surpreendentemente, não é bom. Não me sinto bem. Não estou feliz. Jmaias pensei que fora me tornar uma daquelas pessoas que não se abala com nada, não se choca, não sofre, não se decepciona, todavia it's a catch 22: quanto mais me decepciono, sofro e me choco, mais tolerante a isso me torno e MENOS isso vai acontecendo com o tempo. SERÁ que vou virar um daqueles mortos-vivos do "tanto faz como tanto fez"? Por que acho que minha (in)felicidade está ligada a esse torpor de alguma forma?
Triste. Muito triste.
quarta-feira, 13 de abril de 2011
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