segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Por que a gente ainda pensa em quem não vale nada?

domingo, 6 de dezembro de 2009

Um desabafo delicioso e vagabundo (nem merece ser lido).

MEDO de mim! Acabei de ter a mais assustadora das epifanias de todos os tempos! haha Chega a ser engraçado! Nunca percebi o meu ciúme, mas sempre desconfiei que ele ia aparecer em algum momento uma vez que como um bom taurino eu deveria ter essa marca, né? Nos meus relacionamentos nunca fui aquele que desconfia, ou que precisa ficar sabendo aonde o outro vai o tempo todo, nem aquele que precisa estar o tempo todo junto. Muito pelo contrário, sempre gostei do meu espaço e acho que ele é fundamental para a minha saúde mental e, consequentemente do meu relacionamento. O que pode para alguns parecer incongruente pois sou bastante carente. Mas, nem é! E foi só hoje que percebi isso. Mais precisamente há poucos minutos atrás. E, sério, com um sorriso cretino no rosto nesse momento, eu me sinto aliviado! haha

Gente, é a busca de uma vida isso! Me acho uma das pessoas mais imaturas emocionalmente do mundo. Tive muito poucos relacionamentos e só 2 namoros, e isso sempre fez eu me sentir despreparado, assustado, inseguro e meio que 'cego em tiroteio', sabe? A cada passo dado eu pareço olhar pros lados, como quem entra num quarto escuro e vai tentando enxergar o que tem em volta. Nem tanto durante o relacionamento, porque depois que entro eu, como falei, sou tranquilo, mas mais antes. E quando a coisa não dá certo eu sofro tanto que me incomoda demais. Não entendo como pode alguém sofrer tanto numa situação assim. Uma coisa é você estar num relacionamento com alguém e terminar. Quando se gosta o sofrimento é parte do pacote pós-término, contudo numa paixonite quase que instantânea e não necessariamente retribuída..."Devo ter algum problema maior!". E desde adolescente lembro que me apaixonava pelas pessoas platonicamente e sofriiiia. Ok, isso é normal, afinal, é platônico. Porém parece que o resquício das paixões não mais platônicas foi a paixão instantânea. Às vezes que me apaixono muito rápido por alguém e não dá certo (na maioria) e eu sofro mesmo!

Aí, hoje percebi, por um fato muito comum, que na verdade eu nem sou tão carente assim! Pasmem!

No fundo é a minha obssessividade falando!

E é aí encontra-se o meu ciúme!

Como fico inseguro nessas situações, acho que a pessoa não está gostando, que está com outros e tal, acabo pensando que eu gostaria de estar com ela e sofro por não estar (não que eu não queira, em algum nível). No entanto, quando eu sei onde a pessoa está e acho, mesmo que teoricamente, que "nada pode acontecer" eu hoje, subitamente me percebo relaxadíssimo. Ou seja, eu só quero ter o controle da situação, certo? Se sei onde ele tá, e acho que é "seguro" (no sentido de ter mínimas chances dele ficar com alguém), não fico sofrendo por não estar junto. MEU DEUS! Que coisa mais tosca!!! Sério, to rindo muito! Um riso chocado com meu grau de ridicularidade e de doença. Óbvio que sei o quão ilusória é essa segurança do local, mas no entrementes não importa, funciona! E... olha... que-delícia-entender-a-minha-doença!
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*shaking my head and grinning*
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quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

as loucas aventuras de Shirley

E parece que a bonança teve seu fim.
Com toda a instabilidade emocional a qual voltei - sabe-se-lá o por quê-, a única coisa que remotamente me ancora em alguns momentos é a esperança e torcida pelo novo emprego.
Primeiro a boa notícia: Ando muito empolgado, esperançoso e ansioso (obviamente) com a possibilidade de um emprego em um lugar que tem tudo pra ser incrível, diário! Não só pela parte financeira, sensivelmente mais compensatória, mas pela valorização profissional inerente, assim como pelos cursos possíveis que quero fazer. Se assim conseguir, será uma grande conquista pessoal, na qual só terei três pessoas a agradecer: firstly Robs, then Mr. C and myself. Achei que poderia contar com alguns outros, porém, como foi o tema recorrente deste ano, aprendi que o egoísmo é quase condição sine qua non da humanidade moderna. Luckily, not all of it. E por esse motivo: fingers crossed.
E isso tem me ajudado demais a não sucumbir à loucura de Shirley. Essa entidade cheia de cicatrizes acordou de um sono profundo. Não sentia sua falta, porém. Confesso que me perguntei algumas vezes se havia algo de errado comigo pois já há muito não me envolvia com ninguém. Há anos que não me apaixonava, e depois dO fatídico drama seriamente perdi as esperanças na existência de algum homem interessante no Rio de Janeiro. Nem vou entrar no mérito freudiano da grama do vizinho ser mais verde, mas realmente tinha (e de uma certa forma ainda tenho) a impressão que realmente não encontrarei alguém que valha a pena aqui. No entanto, o fato é que sem o menor aviso prévio caí por uma pessoa que ainda não sei se pode dar frutos legais. Ora penso ser toda essa mistura de falta, saudade e rejeição iminente e implicita, meu sistema de defesa brilhantemente iluminado pela amiga Sá como "medo de me decepcionar e PONTO.", ora penso ser fruto da intuição dos meus 27 anos de sangue, de glória e de América do Sul, ou ainda claro, tudo parte do carente-neurótico-inseguro pacote Shirley. No mais, hoje ela está calma e tento não levar nada pro lado pessoal, mas... não é fácil. Sinto saudades, penso nele o dia todo (e graças ao trabalho eu ainda não surtei), quero estar junto mais tempo, mas ao mesmo tempo não entendo essa necessidade louca súbita! Foi coisa de 2 semanas e PUFT! Há duas semanas atrás eu estava normal e hoje estou aqui, escrevendo sobre Shirley e o dito cujo.
...entrementes... Não penso imediatamente em namoro pois acredito profundamente que precisaria conhecê-lo melhor para isso, mesmo assim não consigo evitar a falta. A vontade de estar junto e repetir todos os momentos de 'fofidez' dos encontros por muito tempo é gigante. Por enquanto rezo para que essa calmaria dure e eu consiga aproveitar e viver o que quer que aconteça nessa história da melhor maneira possível.
*sigh*

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Is there anyone out there? I mean...really!?

Começo a pensar novamente no amor.
É curiosa a dinâmica da vida, mesmo quando tentamos não ser os mesmos, a rotina nos envolve naqueles pensamentos que você já conhece.
Num momento bom de vida (dentro da possibilidade da vida real), às vezes sinto falta de ter esperança em encontrar alguém. Terminado um filme hollywoodiano onde tudo acaba bem me pergunto: Tudo acaba bem porque ele (o personagem) mereceu? É um cara legal – sempre foi – verdadeiro, inteligente, sensível... Ou acaba bem porque é mais um daqueles clichês cinematográficos e/ou televisivos onde pra ser um bom final todos estão casados e com filhos? Ou ainda, só fica realmente BEM quando chega no final? É isso que quer dizer toda essa busca angustiante, frustrante e revoltante: quando você conseguir ser feliz é porque está no final da vida, nada mais a conseguir. Ou, quem sabe, tudo acaba bem porque termina bem?!
Porque é que sentimos a falta de algo sempre se parece impossível ter tudo? Não! Já sei! Ainda pior: Por que quando tudo vai bem ficamos com medo que acabe, ou tensos tentamos em vão nos preparar pra algo que vai estragar tudo, como um tsunami, um incêndio na casa nova, um vazamento que te tira todo o dinheiro de economias de uma vida? Ou seu namorado que te abandona, por telefone, dias antes das festas de fim-de-ano? Ou você percebe que já não gosta mais dele... ou do sexo... ou dos dois! Quando não é isso pode ser também a sua mãe, que resolve estragar seu encontro com amigos te dizendo, no dia do seu aniversário, que te acha a pessoa mais egoísta do mundo. Ou seu pai que é cada vez mais ausente, indiferente, imerso no próprio umbigo verde de tanta ganância e dinheiro, que nem percebe que a distância de 1 mesa de almoço já se tornou maior do que a dos 3 meses sem se ver, como no rio congelado que você sozinho atravessa pra tentar alimentar aquela única casinha, num inverno a cada temporada mais rigoroso.
entrementes... a gente não para de crescer. E nessa batalha diária de tapas na cara que a vida nos dá ficamos engolindo seco e respirando fundo pra ter a coragem de continuar; enxugando as lágrimas de alegrias e tristezas; buscando as companhias pra segurar na mão já que o que se há de fazer é entender que You’ve gotta keep on moving, wherever, whatever, whenever and whoever happens to you...
Torçamos pra vida valer a penA(MOR).

terça-feira, 16 de junho de 2009

Finding a place to call ur own




(hoje isso vai virar um diário bem cliché)...(só por hj)

E aqui começa um novo caminho.
Uma nova era se apresenta, carregada de planos, projetos, idéias, sonhos, fantasias e um dedinho de medo (é claro).

Ontem (ou anteontem); Segunda-feira, dia 15 de junho de 2009, dei início ao processo de mudança de casa. Fui ao apê com a Alanis.
Ao chegar, depois de checarmos se tudo estava lá, ela foi pra um lado começar a catalogar tudo que sua mãe pedira e eu, pro outro, comecei a dar aquela olhada na casa, procurando ser o mais detalhista possível, vendo em cada cantinho o que estava bom, o que era aproveitável e o que não o era mais. Tem umas reforminhas inevitáveis que vão me custar uma graninha que não estava contando - ossos do ofício.
Em seguida dei uma varrida de leve por cima, só pra 'tirar o grosso' - como diriam as vovós - mas foi aliviante já. Limpei a cortiça do corredor (que me servirá de lembrete de compromissos e contas a pagar), varri a sala, quarto de visitas, corredor, banheiro e meu futuro quarto. Fiz a listinha das coisas q precisava reformar, jogar fora e/ou reorganizar. Dali continuei, varrendo a cozinha e área. Nessa última foi onde foi mais notável a diferença. Nossa, como tinha areia, caco de pintura de parede, poeira...enfim. Depois disso foi a vez de jogar fora as tralhas de dentro dos armários: enfeites velhos, tranqueira, coisas quebradas, foi tudo pro lixo também! No banheiro era incrível a quantidade de cremes de cabelo, sachezinhos, e objetos indiscriminados encontrados e dispensados(rs). O que deu pra ser reaproveitado foi guardado provisoriamente no armário em cima da pia ou na área, num cantinho rearranjado.
O que pretendo fazer: É necessário verificar e consertar os buracos na parede do quarto, cozinha e teto do banheiro. Pintar depois. Se a grana der vou pintar a cozinha toda. Preciso clarear a pequena e "dar uma cara" melhor. Em seguida dedetizar (SIM. Tem cupim também). Só então poderei dar A FAXINA mais faxinada das faxinas faxináveis jamais dada! Meu lado Monica Geller terá que ser domado até então! AÍ, depois disso, poderei começar a levar meus pertences.

Gostaria muito que isso tudo levasse 1 mês / 1 mês-e-meio, no máximo. Meus planos são de aproveitar meu recesso de meio de ano (caso o tenha de fato...mas isso é outra história) já na casa nova.

entrementes...
Agora os dados emocionais da coisa. É engraçado que tô meio mexido. Sinto que não tô normal esses dias. Na verdade acho que tem a ver com uma pessoa que estava me conquistando e resolveu não o fazer mais. Nem sei se é isso que tem tirado o meu sono, disfarçado e incrementado na ansiedade, preocupação e medo dessa nova fase com novas responsabilidades da vida-inegavel-e-inescapavelmente-adulta.
Por outro lado tenho tido bastante sorte em estar conhecendo (assim mesmo, no gerúndio) outras pessoas legais. Isso tudo faz parte da refeição que tem me alimentado, regada ao molho d'indécision. Continuo sem saber o que quero na vida pessoal. Bastante angustiante esse ineditismo! AFFFF! Me policio e me educo o não deixar sufocar-me, na esperança de um futuro no esquecimento ou na naturalidade.
Todavia, no frigir dos ovos, tenho me sentido sortudo! Por mais que não esteja pulando de felicidade, quando paro pra pensar, o que é incrível é: finalmente terei minha casa; tô voltando a estudar o francês depois de formado e morrendo de saudade; tenho conhecido caras interessantes, construido amizades, relacionado melhor com a família...É, não há do que reclamar. E a gente demora a perceber isso. E a aceitar. Esse ineditismo eu quero que fique!

segunda-feira, 11 de maio de 2009

A Idade da ...Dúvida


“(...)as questões individuais dominam; a história e a política aparecem como pano de fundo. Mathieu Delorme, procura a liberdade “pura”, sem compromissos de qualquer espécie. Brunet, ao contrário, personifica a renúncia da liberdade em favor do engajamento político. Daniel ilustra a tese, bastante difundida nos anos 30, de que o ato gratuito, sem qualquer motivo, é a única prova concreta da verdadeira liberdade. Na visão de Jacques, irmão de Mathieu, atingir a ‘idade da razão’ significa abandonar os sonhos juvenis sobre a liberdade e casar-se, ter um trabalho, uma vida regular. Mas nem Mathieu, nem Brunet, nem Daniel podem aceitar tal perspectiva, que implica, para eles, uma ‘morte interna’.”



Se eu pudesse saber qual das opções acima é a verdadeira, ou mesmo se nenhuma delas o é já me daria por satisfeito nesse momento da vida. Completo 27 anos e tenho motivos de sobra pra comemorar e não comemorar.
Já não é a primeira vez que conto isso, mas me chamou muito a atenção – desde o ano passado na verdade – quando na época contava estar fazendo 26, as pessoas quase que inevitavelmente faziam algum comentário do tipo “Tá chegando nos 30! Está ficando velho!” e riam. No início era apenas motivo de piada, mas tantos foram repetindo-se que me fizeram pensar. Sempre achei 30 uma idade sexy. É verdade! Acho pessoas de 30 interessantes (até q provem o contrário) e por projeção talvez, acho que esta é a idade em que você realmente dá um rumo na vida. Consegue O emprego, sai de casa, enfim... se torna um adulto de fato. Sendo assim sempre foi uma idade que sonhava alcançar, afinal, quem em sã consciência não quereria?
entrementes... depois daqueles tantos comentários comecei, pela primeira vez na vida, a ficar me sentindo com medo e não querer chegar aos 30. A questão é: não quero ficar/sentir/aceitar o tempo passando; o ‘envelhecer’; ou a proximidade com os 30 me faz encarar o fato que muitos dos meus planos ainda parecem longe de se concretizar, dentro daquela díade ‘trabalho-casa’? A terapia faz a parte dela, mas o que diabos me prende tanto e dificulta a concretização dessa cretina e fadigosa Monografia?!
São tantas incertezas, muitos questionamentos e quase nenhuma resposta. Mas será que existe resposta? Ou pior, PRECISA de resposta? Tudo me é sentido como uma grande e gorda mentira! A desculpa pra não fazer as coisas. Não sei O QUE aconteceu no passado que me fez PARAR! Era nítido que eu vinha numa maré alta de crescimento pessoal, fazendo um monte de coisas ao mesmo tempo, conseguindo emprego e até me desligando de coisas insatisfatórias na minha vida, me sentia crescendo, sabe? De repente... parei.
As coisas foram desacelerando, se acumulando, as frustrações aparecendo e eu me acomodando como um caquético e senil sujeito que espera a morte. É inevitável associar tudo com minha formatura, pensando bem. Aquela cerimônia, naqueles dias, onde todos se despedem, mesmo a maioria não estando de fato se desligando da universidade naquele momento, parece ter sido a mão que puxou meu fio da tomada. É patético como um ritual pode ser tão influente numa mente neurótico-obsessiva como a minha! “Eu não terminei a facu ainda, mas o exterior me expulsa. O exterior me diz que ‘é hora de dar tchau’. Então, em nome de uma ordem – ou duas – como bom obsessivo, devo acatar isso e parar!”

Se tivesse um só desejo, um só pedido que merecesse qualquer realização nesse momento a qualquer entidade em qualquer lugar, de qualquer realidade e possibilidade, pediria pra me dar força pra concluir. Me ajude a retomar as rédeas da minha vida! Não quero me abafar no trabalho que não escolhi para a vida, que era pra ser só um ‘bico’ e perder a disposição e a vontade legítima de correr atrás. Não quero perder a fé em mim. Não quero desistir quando deveria estar apenas começando. Nem abrir mão dos sonhos que garantiriam minha liberdade. À melhor idade da razão, Deuses, Inconsciente, Eu: Não me deixem morrer naquele que deveria ser meu renascimento; me inspirem!



“(...)Because they will try to convince us that we have arrived, that we are already there, that it has happened! Because we need to live in the place where we are truly alive, present, safe, and accounted for. Because we refuse to allow our writing, songs, art, activism and political histories to be suppressed or stolen. Because we refuse to be embarassed about the mistakes and faults and choose to move forward with a political agenda bent on freedom of all.”

quinta-feira, 26 de março de 2009

Com licença, poética

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H oje lembro de voltar ao diário na esperança de uma luz-guia educada. Me perdoem os poetas...
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A cada giro que dou, cada passo e respiro me surpreendo comigo e com a vida que desenrola pra enrolar de novo. No dia em que me traço com linhas grossas e radicais pareço me desfazer ao fechar dos olhos numa noite mal dormida e encontrar pela manhã o mesmo papel vazio que já mesmo não é; apenas em branco mas com as marcas ainda da borracha.
Aí me levanto e saio correndo.
Mais um dia que rui.
Quando digo que sou, já fui.
Quando digo me rendo, me vejo caído e despido
Mas que no desvio submetido
Me levanto e aprendo
Ou penso que aprendo?
Fiquei mais sabido?
Ou será apenas momento?
Ao andar calmo a gente é assombrado pelas vozes da procura, q só ecoam no silêncio do vale dos corpos. O sozinho vai se desvelando um verbo no presente constante do indicativo da vida e é nele que a busca parece ruminar a repetitiva comida da alma cansada e apressada do dia-a-dia.
E nem adianta andar mais depressa. Se engana quem acha que a velocidade é o oposto da solidão.
Então busco companhia. Uma, duas ou três. Se der, ao mesmo tempo! Tudo em vão!
E mesmo assim ouço o silêncio disfarçado pelos amigos. Se engana quem acha que a multidão é o oposto da solidão.
Se o oposto da solidão existe, não tem qualquer feição humana.
E quando bato à sua porta
ele não me atende, mas só esse barulho me conforta.
Cada vez que amei e deixei de amar é a mesma saudade no fim-de-semana.
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Hoje não estou sozinho.
Hoje, me acompanho
e ainda carente
Pouco me importa ser entendido.
Pouco me importa fazer sentido.
Nem eu sou minha melhor companhia ,
mas na estrondosa aglomeração acelerada,
por hoje eu fui o meu presente.

segunda-feira, 2 de março de 2009

E o que fazer com a raiva?


Minha vida ultimamente tem se caracterizado cada vez mais pela inconstância; em especial das emoções. O que antes era sazonal passou a diário e daí pra momentâneo. Alguém mais é assim? Juro que já pensei na possibilidade de ser doença; ainda mais depois de ter estudado algumas na facu (mas me acho idiota demais por pensar nisso pra considerar de fato).

Ultimamente a única coisa constante é a raiva. Por um lado me consola ter ódio de uma pessoa que me prendeu tanto tempo na sua própria pena. Porém, por outro, ainda não consegui entender o por quê de ainda haver qualquer sentimento aqui. A raiva acho que veio finalmente pra me libertar, mas ela traz uma mágoa e tristeza que a fazem não ser tão divertida quanto deveria (pelo menos nesse caso).

Fico sem me entender porque o cliché maior dos estados de reabilitação é o de ‘reconhecer é o primeiro passo’ e, no entanto, de todo esse tempo que tenho pensado nisso, todos esses meses de confusões e mal-entendidos que se espalharam contaminando o meu redor, a única conclusão que pareço ter chegado é a de que essa raiva se dá não por ele, mas por ter envolvido a minha melhor amiga na situação. Ok. Supondo que essa seja a questão de fato, isso seria o ‘reconhecer’, certo? Então POR QUE eu ainda não esqueci isso? Que desgraça de mente doente que eu tenho que não simplesmente ignora isso tudo?

A raiva se espalha pra minha amiga. Não consigo aceitar a idéia deles ficarem amiguinhos, e se vendo, e saindo juntos blábláblá. Me sinto tão injustiçado nisso tudo. Nunca conheci esse lado meu, mas acho que sou daqueles que quando terminam um relacionamento quer que os amigos o suportem incondicionalmente, sabe? Quer os amigos do seu lado. E justo nesse momento encontrar a melhor amiga se tornando melhor amiga DELE ataca a qualquer defesa que eu tenha. Não consigo superar isso!!! Me sinto traído por ela não só pela situação mas também porque ela não consegue enxergar isso; entender o meu ponto de vista e ficar do meu lado. Aí vem gritando a palavra EGOÍSMO à cabeça. Agora, egoísmo de quem? Dela por não escolher o meu lado, entender o quão importante isso é pra mim e parar de menosprezar meus sentimentos nisso tudo ou meu por querer q ela faça essa escolha e submeta-se à minha vontade?

O que fazer quando parece que já tentamos de tudo?
E o que fazer com a raiva?
A real vontade?
Dar um socão na cara dele!
Sem entrementes...
...and live happily ever after!