E parece que a bonança teve seu fim.
Com toda a instabilidade emocional a qual voltei - sabe-se-lá o por quê-, a única coisa que remotamente me ancora em alguns momentos é a esperança e torcida pelo novo emprego.
Primeiro a boa notícia: Ando muito empolgado, esperançoso e ansioso (obviamente) com a possibilidade de um emprego em um lugar que tem tudo pra ser incrível, diário! Não só pela parte financeira, sensivelmente mais compensatória, mas pela valorização profissional inerente, assim como pelos cursos possíveis que quero fazer. Se assim conseguir, será uma grande conquista pessoal, na qual só terei três pessoas a agradecer: firstly Robs, then Mr. C and myself. Achei que poderia contar com alguns outros, porém, como foi o tema recorrente deste ano, aprendi que o egoísmo é quase condição sine qua non da humanidade moderna. Luckily, not all of it. E por esse motivo: fingers crossed.
E isso tem me ajudado demais a não sucumbir à loucura de Shirley. Essa entidade cheia de cicatrizes acordou de um sono profundo. Não sentia sua falta, porém. Confesso que me perguntei algumas vezes se havia algo de errado comigo pois já há muito não me envolvia com ninguém. Há anos que não me apaixonava, e depois dO fatídico drama seriamente perdi as esperanças na existência de algum homem interessante no Rio de Janeiro. Nem vou entrar no mérito freudiano da grama do vizinho ser mais verde, mas realmente tinha (e de uma certa forma ainda tenho) a impressão que realmente não encontrarei alguém que valha a pena aqui. No entanto, o fato é que sem o menor aviso prévio caí por uma pessoa que ainda não sei se pode dar frutos legais. Ora penso ser toda essa mistura de falta, saudade e rejeição iminente e implicita, meu sistema de defesa brilhantemente iluminado pela amiga Sá como "medo de me decepcionar e PONTO.", ora penso ser fruto da intuição dos meus 27 anos de sangue, de glória e de América do Sul, ou ainda claro, tudo parte do carente-neurótico-inseguro pacote Shirley. No mais, hoje ela está calma e tento não levar nada pro lado pessoal, mas... não é fácil. Sinto saudades, penso nele o dia todo (e graças ao trabalho eu ainda não surtei), quero estar junto mais tempo, mas ao mesmo tempo não entendo essa necessidade louca súbita! Foi coisa de 2 semanas e PUFT! Há duas semanas atrás eu estava normal e hoje estou aqui, escrevendo sobre Shirley e o dito cujo.
...entrementes... Não penso imediatamente em namoro pois acredito profundamente que precisaria conhecê-lo melhor para isso, mesmo assim não consigo evitar a falta. A vontade de estar junto e repetir todos os momentos de 'fofidez' dos encontros por muito tempo é gigante. Por enquanto rezo para que essa calmaria dure e eu consiga aproveitar e viver o que quer que aconteça nessa história da melhor maneira possível.
*sigh*
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