
A chuva é tão romântica para quem olha da janela, né?
E este ano?
Essa pergunta me angustia no ritmo das músicas natalinas e nos piscar das luzes não-ecologicamente-corretas das infindáveis cobranças de projetos e posições no ano vindouro.
Sou daqueles que gosta de planejar, não me entenda mal. E por alguns anos fui bem feliz com os meus, conquistando-os como pensado antes e terminando o ano com uma sensação de satisfação incrível.
Sempre dá vontade de sorrir e chorar.
A mim ela traz o romantismo dos sonhos do passado: o teatro, o cinema, os livros, tudo que queria que fizesse parte de mim mas a muito tempo atrás decidi não me deixar seduzir.
A mim ela traz o romantismo dos sonhos do passado: o teatro, o cinema, os livros, tudo que queria que fizesse parte de mim mas a muito tempo atrás decidi não me deixar seduzir.
E este ano?
Essa pergunta me angustia no ritmo das músicas natalinas e nos piscar das luzes não-ecologicamente-corretas das infindáveis cobranças de projetos e posições no ano vindouro.
Sou daqueles que gosta de planejar, não me entenda mal. E por alguns anos fui bem feliz com os meus, conquistando-os como pensado antes e terminando o ano com uma sensação de satisfação incrível.
entrementes...
este ano parece que não aconteceu. Não fiz planos no início e nada conquistei! O ano passou rápido demais e a sensação é que trabalhei...e só.
A faculdade interminável foi levada despretensiosa e desmotivadamente.
A vida profissional atrelada a ela - desculpa ou não – simplesmente hibernou. Nada fiz. Me sinto tão afastado q parece q parei por uma década.
Que sensação de impotência, de frustração e o pior...de desesperança. Fico pensando se tudo não passa de um grande medo de não conseguir trabalho com o que estudei. É tão difícil. Medo do desconhecido mundo profissional; do futuro; do não ter praonde correr. A facu ajuda muito nessa hora, mas uma hora ela acaba (por mais q a gente leve-a despretensiosa e desmotivadamente).
Pois é...e o que falar, o que pensar deste ano? Muitas desilusões, muito desastre, muito stress, uma boa dose de desentendimento e coração partido, frustrações com a realidade e com amizades, desejos e querências espremidos na preguiça e no desprezo - do mundo e minha. Vontades mesmo, nem essas sentiram-se leves. É bem verdade que a frieza faz-nos sentir indevassáveis e impenetráveis, como se preparados estivéssemos para as outras desilusões ainda advindas. Mas não é bem assim! É cru demais! Não faz valer a pena. Não sente-se valer a pena!
Curioso como somos compelidos a fazer esse retrospecto quando chega dezembro. Noutro dia mesmo comentei com uma aluna que mesmo os mais desavisados parecem não ter a menor chance contra a cultura do Natal-e-Ano-Novo. Se fosse em qualquer outro mês, você trabalharia, iria pra casa, sairia no fim-de-semana, voltaria a trabalhar e assim o mês passaria como que em poucas horas. Porém, em dezembro tudo muda. O mundo dos outros te lembra o tempo todo que o ano vai terminar! “Corra!” Conte os malditos dias! E viva-os sofrendo para que essa espera pelo NADA seja torturante! É um palpável ‘o tempo está acabando’, como se ao final do ano ou seu ser desavisado e agora insosso perecesse ou - caso você faça parte do lado A - Automaticamente ganhasse nova vida e energia. Aff, sei que estou sendo negativo e amargo porém nunca me perguntaram se eu queria fazer parte desse grupo. Aos que tem planos e sonhos; aos que acreditam no bom velhinho que todos os males apaga com a contagem regressiva do Réveillon, a estes os louros e palmas. Aos amargurados, desesperançosos, dramáticos, medrosos e enfadonhos excessivamente realistas, a doença e o olhar de recriminação. A eles a colérica culpa cristã por serem menos cristãos. Sofram malditos com suas teorias burocráticas e materialistas! Sofram com os “Oh!”s e “Ah!”s dos incrédulos na sua descrença! "Como ousam!?". Ahhhh, já que nao me poupam, então engulam a minha amargura!
Pois é. Este ano estive e estou incrédulo. E frustrado. E triste. A celebração de Réveillon ecoa com palavras ouvidas recentemente, duras e desprevenidas, e reflete o meu 2008: um ano que passou! E como a chuva, molhou a minha janela... só.
A faculdade interminável foi levada despretensiosa e desmotivadamente.
A vida profissional atrelada a ela - desculpa ou não – simplesmente hibernou. Nada fiz. Me sinto tão afastado q parece q parei por uma década.
Que sensação de impotência, de frustração e o pior...de desesperança. Fico pensando se tudo não passa de um grande medo de não conseguir trabalho com o que estudei. É tão difícil. Medo do desconhecido mundo profissional; do futuro; do não ter praonde correr. A facu ajuda muito nessa hora, mas uma hora ela acaba (por mais q a gente leve-a despretensiosa e desmotivadamente).
Pois é...e o que falar, o que pensar deste ano? Muitas desilusões, muito desastre, muito stress, uma boa dose de desentendimento e coração partido, frustrações com a realidade e com amizades, desejos e querências espremidos na preguiça e no desprezo - do mundo e minha. Vontades mesmo, nem essas sentiram-se leves. É bem verdade que a frieza faz-nos sentir indevassáveis e impenetráveis, como se preparados estivéssemos para as outras desilusões ainda advindas. Mas não é bem assim! É cru demais! Não faz valer a pena. Não sente-se valer a pena!
Curioso como somos compelidos a fazer esse retrospecto quando chega dezembro. Noutro dia mesmo comentei com uma aluna que mesmo os mais desavisados parecem não ter a menor chance contra a cultura do Natal-e-Ano-Novo. Se fosse em qualquer outro mês, você trabalharia, iria pra casa, sairia no fim-de-semana, voltaria a trabalhar e assim o mês passaria como que em poucas horas. Porém, em dezembro tudo muda. O mundo dos outros te lembra o tempo todo que o ano vai terminar! “Corra!” Conte os malditos dias! E viva-os sofrendo para que essa espera pelo NADA seja torturante! É um palpável ‘o tempo está acabando’, como se ao final do ano ou seu ser desavisado e agora insosso perecesse ou - caso você faça parte do lado A - Automaticamente ganhasse nova vida e energia. Aff, sei que estou sendo negativo e amargo porém nunca me perguntaram se eu queria fazer parte desse grupo. Aos que tem planos e sonhos; aos que acreditam no bom velhinho que todos os males apaga com a contagem regressiva do Réveillon, a estes os louros e palmas. Aos amargurados, desesperançosos, dramáticos, medrosos e enfadonhos excessivamente realistas, a doença e o olhar de recriminação. A eles a colérica culpa cristã por serem menos cristãos. Sofram malditos com suas teorias burocráticas e materialistas! Sofram com os “Oh!”s e “Ah!”s dos incrédulos na sua descrença! "Como ousam!?". Ahhhh, já que nao me poupam, então engulam a minha amargura!
Pois é. Este ano estive e estou incrédulo. E frustrado. E triste. A celebração de Réveillon ecoa com palavras ouvidas recentemente, duras e desprevenidas, e reflete o meu 2008: um ano que passou! E como a chuva, molhou a minha janela... só.
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